Saturday, May 13, 2006

Tecnologia

"(...) tecnologia amplia o poder, os sentidos do homem. Ela passa a fazer parte do corpo."
Colaborador: Prof. Dácio G. Moura (Mest. Educ. Tec. - CEFET-MG)

7 Comments:

At 10:23 AM, Blogger ECCT-VENTURA said...

Esse é o exemplo da prótese. Pensem numa prótese óssea implantada em um indivíduo, como a parte de um dedo, por, exemplo. Pensando do ponto de vista do ortopedista, a prótese é um produto da tecnologia. Do ponto de vista do paciente também, mas o objeto , produto da tecnologia, faz parte de seu corpo. Talvez esteja aí uma boa questão. Coloquei isso em um outro blog, o Educação Tecnológica, sobre a diferença entre tecnologia e objeto tecnológico. Eu não sei se gostaria de ter o celular (tecnologia e objeto) como parte de meu corpo. Se bem que, com o avanço da nanotecnologia o celular poderá se miniaturizar tanto que seria implantado em meu cérebro e trabalharia com comandos de voz e pensamento. Provavelmente aí tanto a tecnologia quanto o objeto seriam partes do corpo. Ual.
Paulo

 
At 2:55 PM, Anonymous ELER said...

RUIZ e MOREYRA propõe caminhos para a formação profissional e tecnológica, onde a tecnologia é entendida como "processo educativo que se situa no interior da inteligência das técnicas para gerá-las de outra forma e adaptá-las às peculiaridades das regiões e às novas condições da sociedade."

Portanto, eles distinguem OBJETO tecnológico de TECNOLOGIA. Penso que é importante insistirmos nesta distinção, uma vez que os discursos tendem a focar no OBJETO, direcionando as conclusões para um único caminho.

 
At 2:56 PM, Anonymous ELER said...

A referência

RUIZ, A; MOREYRA, I. Proposta de Políticas Públicas para a Educação Profissional e Tecnológica. Brasília. Dez 2003

 
At 7:01 AM, Blogger ECCT-VENTURA said...

Concordo com a Eler. O objeto é produto (ou obra), tecnologia é processo.

 
At 6:09 PM, Anonymous Matheus Eduardo said...

Essa questão trouxe à minha mente a reportagem de um sujeito, um pesquisador do MIT, se não me engano, que "vestia" computadores. Na época, era uma coisa fantástica.

Interessante é que o pesquisador dizia não conseguir mais viver sem vestir seus computadores porque eles dava-lhe novas percepções que ele não teria normalmente. Sabem esse "sexto sentido" que nós temos, essa sensação espacial que não está, necessariamente, relacionada à visão? Pois então, ele conseguia ampliar essa sensação com seus computadores de vestir. Foi algo que eu achei muito bacana.

Sobre o celular, parece que no Japão já existe um modelo que o usuário "acopla" ao corpo (não sirurgicamente) e usa os dedos como fone, colocando-os no ouvido. O som é transmitido como ondas que percorrem o corpo até atingir o tímpano. Impressionante, não? :-)

 
At 7:42 AM, Anonymous Matheus Eduardo said...

A tv, de uma certa forma, faz parte do "corpo" do brasileiro através do controle remoto. Brasileiro gosta de tv. Poderíamos dizer que é a tv é algo que faz parte da cultura dos cidadãos de nosso país?

Agora surge um novo padrão de tv, o padrão digital, conhecido como Sistema Brasileiro de TV Digital (http://sbtvd.cpqd.com.br/). O padrão digital (qualquer que seja, japonês, americano ou europeu) dá à tv novas capacidades muito além daquelas com as quais nos acostumamos. Agora eu tenho muitas dúvidas, especialmente porque sei pouco sobre tv digital e EaD:

1) A absorção da nova tv será mais rápida ou mais lenta? O governo, em um acordo com o Japão (nosso sistema digital é baseado no deles), tem 10 anos para eliminar a transmissão analógica no país. Como aculturar um novo objeto, potencialmente tão melhor que um com o qual já temos tanta intimidade?
2) O EaD pode beneficiar-se bastante da tv digital. Interatividade é a palavra quando pensamos em tv digital. EaD procura fazer as coisas diferente do modelo cuspe-e-giz, procura aproveitar as potencialidades do mundo virtual. Quais benefícios a tv digital trará ao EaD? Quais são os novos desafios que esse novo meio de comunicação traz consigo?

Tem coisa nova lá no blog dos Patrulleros, quem quiser dê um pulinho lá.

 
At 7:08 AM, Blogger Paulo Cezar Santos Ventura said...

Conheci um sujeito que tinha uma brasília, aquele carro com dupla carburação, motor no compartimento de bagagem, etc. Um horror. Aí ele comprou um fiat 1050, na época uma nova palavra em termos de tecnologia, manutenção e compartimento de motor (lembram?). A inadequação dele à essa nova tecnologia foi tamanha que ele vendeu o fiat e comprou outra brasília velha. Porque ele mesmo sabia consertá-la. Fazia parte da vida dele.

 

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